Acidente por Animais Peçonhentos

14 de novembro de 2021


De acordo com dados do SINITOX (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas), em 2017 ocorreram 26.853 casos de acidentes com animais peçonhentos e venenosos, valor correspondente a aproximadamente 35% das intoxicações no país. Os animais que mais causaram envenenamento foram as serpentes, os escorpiões e as aranhas.

Os acidentes que envolvem o ser humano e animais peçonhentos ocorrem em todas as estações do ano, mas são mais comuns durante o verão devido ao calor, umidade e período de reprodução desses animais. Portanto, nessa época do ano, redobre sua atenção!

Estes eventos, considerados pela OMS como uma doença negligenciada, acometem principalmente populações pobres que vivem em áreas rurais. Apesar da necessidade de atuação do Governo Federal para reduzir o número deles, é muito importante que a população tome suas próprias medidas para se prevenir.

São encontrados em matas fechadas, trilhas e próximos à residências com lixo acumulado. Por isso, evitar esses locais ou usar equipamentos de proteção ao acessá-los, manter a higiene das casas e evitar o acúmulo de lixo é a melhor forma de prevenir acidentes.

Medidas simples de prevenção:

  • Examinar calçados, roupas pessoais, de cama e banho, panos de chão e tapetes antes de usá-los;
  • Afastar camas das paredes e evitar pendurar roupas fora de armários;
  • Não acumular entulhos e materiais de construção;
  • Limpar regularmente móveis, cortinas, quadros e cantos de paredes;
  • Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés;
  • Utilizar telas, vedantes ou sacos de areia em portas, janelas e ralos;
  • Manter limpos os locais próximos das casas, jardins, quintais, paióis e celeiros;
  • Evitar plantas tipo trepadeiras e bananeiras junto às casas e manter a grama sempre cortada;
  • Limpar terrenos baldios, pelo menos na faixa de um a dois metros junto ao muro ou cercas;
  • Usar equipamentos de proteção individual (EPI), como luvas de raspa de couro e calçados fechados como botas de cano alto, ao manusear materiais de construção, lenhas, mover móveis, ao limpar o jardim, quintais e terrenos baldios;
  • Ao amanhecer e entardecer, evitar se aproximar de vegetação muito próxima ao chão, gramados e jardins, pois nesse momento as serpentes estão mais ativas;
  • Não colocar as mãos em tocas ou buracos na terra e em árvores, cupinzeiros, montes de folhas e espaços entre pedras ou madeira. Caso seja necessário mexer nesses lugares, pode-se usar um pedaço de madeira ou uma enxada para isso;
  • Jamais mexer em colmeias e vespeiros, contatando a autoridade local para a remoção caso haja risco de acidentes;
  • Como muitos destes animais apresentam hábitos noturnos, a entrada nas casas pode ser evitada vedando-se as soleiras das portas e janelas quando começar a escurecer.

 

ANIMAIS PEÇONHENTOS X VENENOSOS

Os chamados animais peçonhentos são aqueles que produzem peçonha, por meio de glândulas especializadas, e possuem um dispositivo inoculador capaz de injetar a toxina no organismo. Nesse grupo, encontramos: serpentes (dentes ocos), escorpiões (aguilhões), aranhas (quelíceras), abelhas e vespas (ferrões), lagartas (cerdas urticantes), lacraias (ferrão), algumas espécies de peixes, águas vivas e caravelas (cnidócitos).

Por outro lado, os animais venenosos são aqueles que produzem veneno mas não possuem dispositivos inoculadores. Porém, isso não significa que eles são inofensivos e que podem ser tocados! Nesses casos, o envenenamento acontece por contato ou compressão, como ocorre em acidentes com sapos venenosos, ou por ingestão das toxinas.

COMO FAZER OS PRIMEIROS SOCORROS?

Sofrer um acidente com animal peçonhento é um momento quase sempre desesperador. Caso você seja a vítima, procure ajuda imediatamente ligando para o SAMU (192) ou pedindo para que alguém te leve ao pronto socorro o mais rápido possível. Veja abaixo o que deve ser feito:

  • Procure manter a vítima calma! Nesse momento, ela provavelmente estará agitada ou excitada, e nessas situações o veneno pode disseminar-se mais rápido pela corrente sanguínea devido ao aumento da frequência cardíaca. Mantenha a vítima em decúbito dorsal, em repouso e com o membro acometido elevado até a chegada ao pronto socorro;
  • Lave o local da picada com água e sabão (exceto em acidentes com águas-vivas e caravelas);
  • Se possível, leve o animal agressor. Se a captura do animal atrasar o encaminhamento da vítima para o hospital, fornecer o máximo possível de características do animal como espécie, cor e tamanho ao profissional de saúde também será de grande ajuda;
  • Em acidentes envolvendo braços, mãos, pernas e pés, remova acessórios como anéis, fitas amarradas e calçados apertados, pois estes podem piorar o quadro;
  • Transporte a vítima o mais rápido possível para a unidade de emergência da cidade para avaliação médica.

O que NÃO fazer nos primeiros socorros:

  • Não fazer torniquete ou garrote no membro acometido;
  • Não furar, cortar, queimar, espremer ou “chupar o veneno” no local da ferida, devido ao risco de infecções;
  • Não colocar folhas, pó de café ou terra no local da ferida;
  • Não oferecer para a vítima bebida alcoólica, querosene ou fumo;
  • Não pegar o animal agressor com a mão.

 

REFERÊNCIAS

  • UIEDA, Virgínia Sanches; NISHIDA, Silvia Mitiko. Qualidade de vida das populações humanas: a relação do ser humano com outros organismos vivos: sinantropia. Disponível em <https://www2.ibb.unesp.br/Museu_Escola/2_qualid ade_vida_humana/Animais_domesticos_sinatropic os/index.htm> Acesso em: 30 abr. 2021
  • FILHO, Adebal de Andrade; CAMPOLINA, Délio; DIAS, Mariana Borges. Toxicologia na prática clínica. 2ª edição. Belo Horizonte. Folium. 2013.
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Acidentes por animais peçonhentos: o que fazer e como evitar. Disponível em <https://saude.gov.br/saude-de-az/acidentespor- animais-peconhentos> Acesso em: 30 abr. 2021
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Acidentes por animais peçonhentos: o que fazer e como evitar. Disponível em <https://saude.gov.br/saude-de-az/acidentespor- animais-peconhentos> Acesso em: 30 abr. 2021
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Acidentes por animais peçonhentos – Aranhas. Disponível em <https://www.saude.gov.br/saude-de-az/ acidentespor- animais-peçonhentos-aranhas> Acesso em: 30 abr. 2021
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Acidentes por animais peçonhentos – Escorpião. Disponível em <https://www.saude.gov.br/saude-de-az/ acidentespor- animais-peconhentos-escorpiao> Acesso em: 30 abr. 2021
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Acidentes por animais peçonhentos – Serpentes. Disponível em <https://www.saude.gov.br/saude-de-az/ acidentespor- animais-peconhentos-serpentes< Acesso em: 30 abr. 2021
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Acidentes por animais peçonhentos – Lagartas. Disponível em <https://www.saude.gov.br/saude-de-az/ acidentespor- animais-peconhentos-serpentes< Acesso em: 30 abr. 2021
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Acidentes por animais peçonhentos – Abelhas. Disponível em <https://www.saude.gov.br/saude-de-az/ acidentespor- animais-peconhentos-serpentes< Acesso em: 30 abr. 2021
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Acidentes por animais peçonhentos – Águas-vivas. Disponível em <https://www.saude.gov.br/saude-de-az/ acidentespor- animais-peconhentos-serpentes< Acesso em: 30 abr. 2021
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Guia de vigilância epidemiológica / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – 7. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Fundação Oswaldo Cruz. FIOCRUZ. Vice- Presidência de Serviços de Referência e Ambiente. Núcleo de Biossegurança. NUBio Manual de Primeiros Socorros. Rio de Janeiro. Fundação Oswaldo Cruz, 2003.

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